passaro

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sábado, 19 de abril de 2014

...e dois meses e 32 anos...

Dois meses se passaram, e dia a dia sinto que estamos cada vez mais nos misturando.

Quando pela primeira vez ele consegue parar o olhar nos meus olhos e sorrir, pude sentir o maior amor que nunca havia sentido antes... ou pelo menos um amor diferente do que havia sentido. Como se houvesse uma cumplicidade de vida sendo selada naquele momento e nada mais importa.

Sinto que agora, para ele, eu sou uma entidade separada da mãe que provém o alimento e o carinho do feminino, e a voz doce e as mão quentes. Ele pode me ver, me acompanha com os olhos e se relaciona comigo. Sem dúvida esse foi o maior salto de desenvolvimento nesses dois meses, principalmente pra mim, que sem saber como lidar com um bebê recém nascido procurava sempre uma resposta dele, como se eu precisasse de algum retorno para poder amar, curtir ou me sentir satisfeito como pai.

Ter um filho sem dúvida abre portas e janelas enormes de auto-observação e gera insights muito profundos sobre quem se é, e te coloca em xeque para mostrar uma nova vida. Essa nova vida só vai acontecer quando se permitir deixar o modelo antigo para trás, seja por um tempo ou seja pra sempre. Esse modelo antigo pra mim girava em torno do Eu... sacrificar o Eu para ser Nós é o meu maior aprendizado e o faço agora com profunda gratidão pelo meu filho e respeito principalmente pela minha maior companheira Rita.

Toda essa jornada espiritual que estamos vivendo me ensina novamente a mesma lição: entrega.

E pela entrega celebro meus 32 anos de vida.

Hoje passamos o dia na praça curtindo com amigos e comemorando a primeira saída oficial do Ivo para nossos amigos. Passou de colo em colo, viu e ouviu muita gente e muita coisa... Adorou estar em grupo e foi muito bonzinho... quando quis mamar, mamou, quando quis dormir, dormiu, quando quis chorar, chorou... e também interagiu com todo mundo. Foi uma delícia. E eu e a mamãe babamos com tudo.

Seguimos juntos, com o coração mais calmo.








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